04/03/11

Parte do dinheiro para a cultura Alentejana foi desviado para Lisboa....

25 grupos criticam ministra da Cultura
 «Reponham o dinheiro retirado ao Alentejo!»
Vinte e cinco estruturas de produção e criação cultural e artística da região exigem que o Ministério da Cultura, através da Direcção Geral das Artes, “reponha o dinheiro retirado ao Alentejo para apoio às artes e que sejam apoiadas nesta região pelo menos 14 candidaturas”. Os 25 grupos culturais, sobretudo de teatro e dança, que escreveram uma carta aberta ao primeiro-ministro, à ministra da Cultura e ao director-geral das Artes são: A Bruxa Teatro (Évora), Alma d’Arame (Montemor-o-Novo), Arte Pública (Beja), BAAL 17 (Serpa), Bypass (Évora), Companhia de Dança Contemporânea de Évora (Évora), Cendrev (Évora), Colecção B (Évora), 3 em Pipa (Odemira), ExQuórum (Évora), Lendias d’Encantar (Beja) Oficina da Courela (Évora), Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo), Pédexumbo (Évora), PIM Teatro (Évora), Quadricultura (Évora), 7 Sóis 7 Luas (Ponte de Sor), Teatro ao Largo (Vila Nova de Milfontes), Teatro d’O Semeador (Portalegre), Teatro do Imaginário (Évora), Teatro do Mar (Sines), Associ’arte (Évora), Centro Cultural Emmerico Nunes (Sines), Trimagisto (Évora) e Teatro Fórum de Moura (Moura). Em causa, segundo as estruturas culturais, estão 135.477 euros retirados à região Alentejo no âmbito do concurso de apoios anuais 2011 e bienais 2011-2012. Explicam: «Os termos de abertura deste concurso anunciavam o apoio a 14 projectos na nossa Região com uma verba total de 700 mil euros. No entanto, o projecto de decisão relativo a este concurso divulgado pela Dgartes no passado dia 18 de Fevereiro propõe para apoio apenas 11 candidaturas na nossa região com a verba de 564.522,57 euros. Os 135.477 euros em falta foram transferidos na sua maior parte para a Região de Lisboa e Vale do Tejo e, em quantias de menor valor, para outras regiões do país. Esta alteração dos termos de abertura do concurso é inadmissível quando existem no Alentejo sete candidaturas em condições de elegibilidade que não foram propostas para apoio e quando aquelas que foram apoiadas sofreram cortes muito significativos em relação a 2010». Os grupos culturais vão mais longe: «Mais lembramos que é obrigação inerente à política cultural dos governos que esta se desenvolva em todo o território nacional e que corrija as assimetrias regionais. A Constituição Portuguesa tal como toda a legislação aplicável aos concursos de apoio às artes são bastante explícitos quanto a este ponto. Relembramos também que a ministra da Cultura, em visita ao Alentejo em Janeiro de 2010, quando confrontada com as sucessivas descriminações desta região no âmbito dos apoios às artes, afirmou na presença da comunicação social que “não gosto, não fico nada satisfeita por saber que há uma região do País que, à partida, é condicionada do ponto de vista dos apoios” e que “esta é uma situação que eu irei alterar”». Por todas estas razões, as 25 estruturas de produção e criação cultural e artística do Alentejo «exigem que sejam repostos à nossa região os apoios a que temos direito».

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