26/04/11

Convento do Espinheiro

Se poder dê um saltinho ao Espinheiro, um dos mais opulentos da Meca portuguesa, desviado de Évora, cerca de quatro quilometros a noroeste da cidade.
Rodeado de vinhedos e farejais e quintas, onde não falta a casaria.
É um edifício branco e formidável, cercado de casaria, e com um caminho de aldeia fértil que dá gosto. A lenda do costume: um pastorinho achando, em 1400, N. Senhora num galho de espinheiro, corre a dizê-lo ao padre, o qual vem buscá-la em procissão. Ora, durante a noite, A Senhora foge... rebuliço, buscas, e vão achá-la outra vez no tronco onde primeiramente fora vista – o que quereria dizer que à divindade seria grato ter ali um templo votivo. O certo é que, aparecida em 1400, já doze anos depois a Srª. Do Espinheiro tinha a sua ermida, com farta dotação para lâmpadas e culto; vindo em 1458 um bispo de Évora, D. Vasco Perdigão, que, de agradecido aos milagres da imagem, lhe conseguiu erguer grandioso templo, juntando-se-lhe um mosteiro pouco depois, sujeito a regras dos monges de S. Jerónimo. Nos reinados de D. Manuel e D. João III a casa do Espinheiro era a mais visitada do arrabalde, à uma pela aprazível localização, num sítio remansoso e claro de águas, onde seria gratificante alongar passeios em tardes espairantes; à outra, porque as opulências das fábricas, e o convívio tradicionalmente patusco e culto dos frades, eram para magnates de Évora um incentivo mais para as quotidianas romarias.
O templo Espinheiro data do sec: XVI.
Conta-se que foi aqui no Espinheiro que o rei D. Manuel recebera a notícia da descoberta da Índia, num momento de amena cavaqueira com os monges.Toda a igreja é praticamente um cemitério monumental, onde foram sepultados cavaleiros, homens ilustres. Aqui repousa também Garcia de Resende, numa singela campa, numa capela que segundo Gabriel Pereira, em 1700, servia de pocilga a porcos.

Também se fala que na oliveira milenar aparecera N. Senhora.

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