18/10/11

Curiosidades de Évora....

 A nova Sé foi começada a construir no tempo do bispo D. Durando (1267-1283), talvez na década de oitenta, e foi aberta ao culto público em 1308, era então bispo de Évora, D. Fernando Martins. Tanto a primeira quanto a segunda sé, foram construídas num dos pontos mais altos da Cidade, junto ao castelo, daí que, no campo simbólico, Évora tenha de facto crescido à sombra do Castelo e da Sé.

Na toponímia a Sé era um ponto de referência, por exemplo: (Ladeira da Sé e Terreiro ou Largo da Sé) aparece nos cerca de 1541.

No entanto a Catedral determinaria um lugar central para onde os arruamentos existentes, certamente estreitos e tortuosos, pudessem convergir, originando um espaço de sociabilidade e encontro que certamente teria de reflectir na toponímia da cidade.

No sec: XIII, o centro da Cidade, passa a ligar-se por um arruamento, então designado por Sapataria, a um novo centro que, à época, começa a nascer: a Praça. Como elo de ligação entre estes dois centros, a Sapataria é, então, o grande eixo comercial da cidade. Até ao sec: XVI, a sapataria teve de forma significativa uma forte actividade económica na Urbe. Cito algumas: Rua dos Mercadores – a primeira das três que houve em Évora – (sec: XIV), Correaria Velha (sec: XIV), Rua das Especiarias (sec: XV), Rua da Ourivesaria (sec: XV).

Rua da Sapataria, Rua da Selaria (sec: XIV), até se fixar já no sec: XX na Rua 5 de Outubro.

A actual praça do Sertório, foi praça onde se vendia peixe.

A rua do Poço de Alconchel, mais conhecida por poço da Rua da Selaria e ficava ao lado esquerdo quando se sobe esta rua (a actual 5 de Outubro9, na esquina com a rua de Burgos. A rua do Poço de Alconchel passou a designar-se por Rua de Burgos, a partir do sec: XVII.

No exterior da Rua de Avis, há ainda vestígios do baluarte de S. Bartolomeu, onde se situava ermida de São Bartolomeu, em ruínas.

Mais abaixo deparamo-nos com o chafariz dos Leões. A sua construção parece remontar ao reinado de D. João II. Em 1572, Câmara, onde hoje está a agencia do Banco de Portugal, colocou-lhe alguns dos leões que, segundo a tradição referida por Túlio Espanca, estavam na fonte da Praça Grande, aquela que antecedeu a actual fonte Henriquina.

A forca ou picota manteve-se, durante a idade média, na Praça Grande, (actual Praça do Giraldo).

Forca que mais tarde viria a ser transferida para um ferragial junto à Porta de Avis

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